domingo, 1 de fevereiro de 2009

Sonho madrugador

Ela acordou ás 2horas e 30 minutos da madrugada, depois de o ter encontrado em seus sonhos. Deu-lhe vontade de ir atrás dele, de o procurar, para saber como ele estava. Ela sentia saudade dos tempos que passaram juntos, ela recordava como ele era bom com as palavras. Mas tem receio em procura-lo de novo, não iria aguentar mais uma recusa, o seu coração estava cansado.
Sentia-se um pouco tonta, devido à garrafa de vinho que bebeu sozinha antes de adormecer. Desceu até à rua, para apanhar ar fresco, e pensava no sonho, nele e na saudade que carrega no coração. Ela vivia do passado, meio deprimida, esperando que o relógio fizesse tic tac, aguardado pelo nada para lhe telefonar. Viveu um tempo com uma dor no coração, com medo que ele fosse embora para sempre, sem dizer adeus, sem a beijar com o amor que diz que sente, que ela sente. Mas ele foi mesmo, sem adeus, sem beijo, sem abraço. Cada vez que ela recorda isso, dói-lhe no peito e as lágrimas começam a cair. Mas limpa-as, ninguém pode saber que se sente assim.
Já se sente melhor, sobe ate meio das escadas, olha para trás, olha para a porta e pensa como seria bom sair por aquela porta, fugir de tudo, procura-lo e dizer-lhe tudo o que sente e entregar-se em seus braços. No entanto não o faz, sobe as escadas e deita-se tentando não pensar mais.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

I want to tell you something

Porque por vezes a nossa força vai embora, e não somos capazes de dizer o que nos vai na alma, e ficam assim palavras por dizer... Palavras que não foram ditas, mas que foram pensadas e gravadas no corçaão, na meste para sempre. Tal como certas imagens de momentos marcantes e/ou dificeis e tal como sentimentos que se agarram e nunca vão, por mais que ja tenhamos tentado dizer "Adeus!".
E vamos deixando o tempo passar, pensando que teremos outra oportunidade de dizer o que queremos dizer. Mas porque não dizer já, dizer "Amo-te", "sinto a tua falta", "nunca consegui te esquecer" ,"não quero partir, quero ficar aqui contigo", como tantas outras coisas... e por isso aqui fica este video: Alicia Keys- Tell you something

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O tempo voa

Lucia Moniz-Leva-me pra casa

Sem mais palavras....Vejam o video e ouçam a musica....

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Viver o presente

DR1VE ft Lucia Moniz- A Wish

Sem coragem para enfrentar o dia, refugio-me em casa, faço com que perca todas as oportunidades de fazer seja lá o que for. Passo demasiado tempo a pensar, e pouco tempo a viver. Vivo mais a tristeza do que a alegria, absorvo todas as coisas más e passo só, como obsevadora, pelas coisas boas. Passei tanto tempo a ter de viver em problemas, tristezas, ter de ultrapassar e passar à frente, que acho que não sei ser feliz. Agora que, apesar de algumas dificuldades financeiras e sentimentais, tenho a oportunidade de ser feliz, não sei aproveitar a felicidade. Como agora não sou obrigada a andar sempre para a frente, deixo-me ir abaixo.
Mas isto tem de parar, tenho de viver a felicidade do presente, deixar as coisas más de lado, resolver as que dão, as que não dão, logo se vê. O passado ja ficou la atras, nada o muda, o futuro logo se vê, quando lá chegar logo me preocupo, o que tiver para acontecer, acontecerá, se estiver mesmo destinado a acontecer...

Frases soltas, que nem eu sei como entendo....

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

I can hardly speak

Leona Lewis-Run

Tentei escrever, mas hoje não consigo, as palavras estão aqui dentro presas. Sinto-me hoje fraca, cansada, não tenho forças sequer para escrever o que sinto. Deixo então este video de Leona Lewis, um musica que me diz muito.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Final Feliz


Musiquinha de Ben Harper, para embalar a minha escrita, lida por ninguém, num canto que parece ser só meu....

Estou a brincar com as minhas Barbies, a criar as minhas histórias de final feliz, em que a Barbie princesa casou com o Ken e tiveram muitos filhos. Toda feliz pergunto ao meu pai se quer ver o casamento da minha barbie, ao que ele me responde “Mais logo, filha.” Depois do tão esperado casamento, deixo a brincadeira e vou para a sala, onde se encontra o meu pai. “Pai, sabes quando for grande quero ser princesa.”, ao que ele responde “Tu já és a minha princesa, filha.”, ao que repondo com um sorriso inocente.
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada retiraram me de dentro da minha cabeça. O meu comboio também já vinha. Lá entrei dentro do comboio, sentei-me na janela, em frente a um casal de velhotes e o comboio arrancou. Lá estava eu, em mais uma jornada diária. Olhei para os velhotes, pareciam ter o seu “final feliz”, como aqueles que eu criava em criança. Os seus dedos entrelaçados e os seus olhares de grande cumplicidade, transmitiam o carinho e respeito que existia naquele silêncio. A paixão provavelmente já ficou lá atrás no tempo, perdida, mas ficou a amizade, o respeito e as lembranças do caminho que percorreram juntos. Nos bancos ao lado encontrava-se um casal com os seus 16 anos, que se beijavam com loucura, e este casal que se encontrava à minha frente observava e sorria, talvez recordando aquilo que eles próprios já fizeram e sentiram. Observando este momento, faz-me acreditar, novamente, que existe o tal “final feliz”, simplesmente não é aquele que idealizava em criança. Ao olhar para a janela, vou apreciando a vista das montanhas e do rio que segue, ao lado da linha do comboio. Nos 20 minutos de viagem revivo o passado, analiso o presente e crio mil e um futuros. Mas quantas almas no mundo não o fazem, em tantas janelas… olho à minha volta, no comboio, e encontro pelo menos mais 3 olhares perdidos no horizonte. Procuramos todos respostas… respostas do que devemos fazer, ao que devíamos ter feito, ao que faremos, o que fomos, o que somos, o que seremos… infinitas perguntas e respostas…
Entretanto apercebo-me que estou a chegar à estação em que devia sair, penso se deveria sair, voltar para trás ou até continuar até à última paragem. No último momento, saí e enfrentei o frio e a caminhada. Apesar de me custar, fiquei satisfeita por ter descido do comboio naquela estação. A estação do presente, onde luto por aquilo que será o meu futuro, pelo meu “final feliz”.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009