sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Sentido da Vida
Eu acho que não há UM sentido da vida, há varios, um para cada ser. Eu acredito, que cada um de nós decide o sentido da sua vida. Tal como definimos o conceito da felicidade. Para mim o auge da felicidade, é adquirir a capacidade de contemplar a vida. Uma opinião um pouco baseada em Aristóteles e tambem na experiência da minha existência. Cheguei a esta conclusão não há muito tempo, pois andei um pouco perdida, sem querer mesmo encontrar respostas. Mas agora que encontrei a minha resposta, não afirmando que é A correcta, pretendo viver com isto em mente. Quero contemplar a vida, aproveitar o momento, viver com todos os sentimentos e sensações. Quero conseguir saborear a passagem por este mundo, e não estar sempre a pensar no fim da etapa, e no depois e depois, etc. etc. etc. O depois logo vejo, quero viver cada coisa de cada vez e saborear os momentos. Quando tiver uma alegria quero celebrar e aproveitar essa felicidade. Quando tiver uma tristeza quero chorar ate ao fim, sem esconder a vontade de chorar. Quando alguem me fizer rir, quero rir ate não poder mais. Cada momento saboreado.
Alem disso quero ter a certeza que as pessoas que eu gosto, sabem disso. Não quero morrer com coisas por dizer....
Enfim uma grande resolução do novo ano;)
sábado, 27 de dezembro de 2008
Chego então à conclusão que devia apreciar mais o sitio onde moro, tenho a melhor vista do céu, da cidade, tenho um parque imenso mesmo em frente, mas nunca aproveito isso. Não dou tempo para isso. Mas vou dar, está decidido! Entretanto o cigarro apagou-se, abri a porta, entrei, subi as escadas, entrei em casa, liguei o computador e escrevi.
Senti-me mais leve e vou para a cama, tentar dormir umas horinhas.
domingo, 21 de dezembro de 2008
devaneios de uma noite sem dormir
Palavras.... palavra é algo tão simples mas tão complexo, tão cheia e tão vazia. Por vezes elas saem me da boca carregadas de sentimento e intensão, outra saem tão vazias que ate se ouve eco... Palavras é algo impotante para nos exprimir, ajudam ana comunicação mas tambem podem atrapalhar. Há palavras que gostava de ter dito, que deviam ter saido da minha boca na altura certa em vez de se terem escondido no meu pensar. No entanto existem tambem palavras que eu preferia que não tivessem sido proferidas, são palavras que magoaram e talvez ainda magoem.
E porque será que deixamos estas palavras serem proferidas, quando não é aquilo que queremos dizer, se não é aquilo que sentimos? Como por exemplo dizer adeus a uma pessoa quando queremos mesmo é ficar, queremos que essa pessoa nos peça para ficar, mas estamos lhe a dizer adeus e a dizer-lhe razões para não ficarmos. Enfim, complexidades do ser humano e das palavras.
Mas as paçavras serão assim tão complexas? Ou somo nos com a nossa complexidade tornamos-as complexas tambem? Há palavras tão cheias de significado e outras tão vazias, serão elas cheias porque estamos a proferi-las de forma a enchê-las com o nosso sentimento, ou porque elas têm significado por elas próprias, ou será ambas as coisas?
Se eu dizer "Amo-te!" tem significado. Mas será porque eu enchi a palavra com o meu sentimento, ou pelo valor que a humanidade pôs nesta palavras?
Enfim, palavras, tão precisas mas sub-estimadas.
São devaneios desta vagabunda em pensamentos, e com muito poucas horas de sono nos ultimos tempos....
sábado, 20 de dezembro de 2008
saudade...
Sei que esta experiência é importante para mim, mas sinto falta de Portugal. Tenho saudades de me sentar à beira-mar, cheirar a briza do mar e libertar os meus pensamentos. Tenho saudades do calor e tambem do cheiro da terra molhada, cheiro tão diferente daqui.
Sinto falta de olhar para o céu e conseguir realmente ver o sol, sentir os seus raios a queimarem-me a pele. Sinto falta do silêncio da serra, sinto falta de me sentir livre.
Aqui a solidão bate tantas vezes à porta, solidão entre multidão. Porque as pessoas não são as mesmas, a lingua não é a mesma, acho qu nem eu sou a mesma quando lido com as pessoas. Sinto que a lingua prende a minha personalidade, tornando-me noutra.
O tempo passa e vou ficando mais velha, tenho medo de que quando voltar, não ter a juventude e força para aproveitar tudo aquilo, de que sinto falta.
Sei que so jovem, estou a viver uma experiência que vai mudar o resto da minha vida, mas vivo com medo que a vida e o tempo me fujam entre os dedos. Tento não pensar nisso, tento viver em vez de sobreviver, mas há momentos dificeis.
O tempo passa e as pessoas que eu deixei seguem a sua vida e quando voltar não vai ser o mesmo. Porque para quem ficou, é só uma pessoa da vida deles que se foi embora, mas eu deixei todas as pessoas da minha vida. Para mim estão sempre presentes no meu pensamento e para mim nada muda, os sentimentos não mudam. Mas as pessoas vão seguindo e eu quando eu voltar nada vai ser igual. E receio de nessa altura não ter força para "reatar" com as pessoas....
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Lição aprendida e analisada...
Eu sei que na primeira vez vieste de bem longe, e com aquele beijo, que nunca vou esquecer, declaraste-te, eu sei que enguliste certos erros que fiz, não te tiro o merito por isso.... mas não lutaste...
Nunca vou esquecer-te, este sentimento é algo que vi sempre existir, mas ao aperceber-me destas coisas todas, aprendi a arumar este sentimento no lugar certo. Num lugar em que eu possa olhar e recordar, mas conseguindo seguir com a minha vida e ser feliz ao lado de outra pessoa. Porque finalmente encontrei alguem que lutasse por mim, que me soubesse amar, perdoar e ultrapassar, mas o sentimento por ti estava a impedir que eu fosse feliz. No entanto, ja consegui, consegui desfrutar a felicidade que a vida me deu....
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Fusão com o Natural
Desci as escadas, abri a porta e senti o frio a chegar-me à pele! Por estranho que pareça até soube bem, era como sentir a natureza a tocar-me. Bom, entretanto atravessei a estrada para o outro lado e pisei a relva. Mas parecia que estava algo errado, foi então que me lembrei de me descalçar. Senti a pele do meu pé a tocar a relva molhada, senti como que a fundir com a relva, e apesar do frio foi uma sensação boa.
Deitei me na relva, fechei os olhos e senti os raios de sol a tocarem na minha cara. Aquela fusão com o Natural, foi a melhor experiência que puderia ter naquele dia, a melhor sensação. E ali me deixei estar até o sol se pôr, Foi quando voltei à minha casa, às coisas materiais, ao quotidiano.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Estranha lucidez.....
Nos ultimos tempos a miha precepção da vida, de mim própria e do que me rodeia mudou bastante, isto porque a vida ensinou-me umas quantas coisas, através do sofrimento, de pequenas alegrias e da ponderação. Pricipalmente através da ponderação e reflexão, após os momentos, menos bons e bons. Mas engraçado que também tenho duvidas novas, o que incita a novos problemas, novas vivências... Mas deixando um pouco as duvidas de lado, já que passo a vida a pensar nelas, e vou me debruçar mais um pouco sobre as respostas....
Dei tempo e espaço para reflectir sobre mim própria e aprendi tanto, aprendi até onde a minha vontade pode ir, quando é livre de ir, até onde os meus limites vão, até quanto é que respeito por os meus proprios limites, vai... aprendi o quanto não faço daquilo que acho que está correcto e defendo, mas exijo aos que me rodeiam que o façam.... descobri contornos da minha personalidade, que nunca reparei que existiam, ou não lhe dei importância, aprendi como esses contornos mudam o meu dia a dia, a minha maneira de agir, e como afectam as pessoas que me rodeiam. Aprendi a perceber muita coisa, tornei-me mais tolerante, porque agora percebo muitos porquês. Aprendi que muita coisa que acontece, que não me agradava, é provocado directamente ou indirectamente por mim, muitas pelos contornos da minha personalidade, que não conhecia. Aprendi, ou reaprendi, que está nas minhas mãos mudar muita coisa que não me agrada, mudando pequenas coisas na minha atitude, no meu quotidiano.
Finalmente ao final de tanto tempo de escuridão sentindo um peso, consigo sentir uma sensação de lucidez e de força. Sinto força para tentar, para investir no que vale a pena ser investido, mudar ou "deitar fora" ou que já não vale ( ou nunca valeu) a pena insistir, e guardar, de uma forma saudavel, aquilo que vale a pena ser investido, mas não para já, "coisas certas em momentos certos"...
Desde que me conheço que estou sempre à espera do que o futuro me vai trazer, tenho pressa em saber as respostas que o futuro me vai dar. SEm quis ter todas as respostas, sempre quis logo saber se valia a pena investir nas coisas, queria saber se iria dar frutos. Mas acabou! Eu invisto, porque me parece bem, agora-Presente, porque é no que quero agora investir, se vai dar frutos não sei, só sei que estou a investir, a viver e a aproveitar (a palavra inglesa explica melhor "Enjoy") o momento o presente. E estou a seguir o cainho que os meus sonhos me levam sem medos de que os meus sonhos me levem para longe de pessoas. O que tem de ser, será... o que tem força, permanecerá....
